Começo

Foi de maneira inteiramente despretensiosa que o Rosho nasceu em Brasília, em 1982, como fruto daqueles típicos “aquecimentos” de ensaio.

A banda, que havia sido contratada para um projeto específico, sempre começava tocando algum som de que todos gostassem, para irem se “esquentando”. E, invariavelmente, a farra sempre acabava nas músicas do mesmo grupo: Rush.

Com o tempo, esse prazer de fã, essa brincadeira descontraída acabou por fazer germinar a idéia: que tal criar uma banda para tocar só Rush?

Todos concordaram imediatamente com a proposta e, após uma reunião para decidirem sobre quais músicas seriam tocadas, todos foram fazer seus deveres de casa.

Apesar das dificuldades que a idéia trazia (complexidade das músicas, disponibilidade de tecnologia e equipamentos), ninguém se intimidou, todos mergulharam nos estudos e fundiram a cabeça para, com garra e criatividade, dar soluções aos problemas de equipamento. Nascia o Rosho.

A primeira formação da banda contava com Rodrigo Lopes nos teclados, Eduardo Bello (o Duda) no baixo e vocais, Cláudio Bello na guitarra e João Ricardo na bateria, e a primeira aparição “oficial” do grupo foi na entrada norte da Universidade de Brasília – UnB, em 1984, tocando para uma galera que, simplesmente, não acreditou naquilo que viu.
Mais tarde, no mesmo ano, outra aparição: no festival de música do colégio Leonardo da Vinci, onde, mais uma vez, a banda deixou os presentes boquiabertos, fazendo com que um público cativo começasse a se formar em volta do nome Rosho. Nada mal para quem tinha apenas dois shows nas costas.
Mas o melhor ainda estava por vir.

Com o sucesso das apresentações, e com o burburinho se espalhando pela cidade, o grupo resolve arriscar e agenda duas apresentações no Teatro da Escola Parque, para 21 e 22 de setembro de 1984.
Durante os preparativos para esses que seriam, até o momento, os grandes shows da banda, aqueles famosos “problemas pessoais” aparecem para causar a primeira baixa no grupo: João Ricardo, o baterista, tem que se afastar do Rosho (por enquanto...).

 

Denis Torres é convocado para substituí-lo, uma tarefa tão delicada quanto difícil, mas na qual se sai extremamente bem, à custa de muito suor e talento.

Os shows são um sucesso, causando uma grande sensação na cidade; mas, infelizmente, meses depois, após mais algumas apresentações, a banda resolve se dissolver.


RETORN0

Passados alguns anos, no Natal de 1994, num shopping de Brasília, o Conjunto Nacional, em meio à correria de final de ano, um encontro casual traria o Rosho das cinzas.

Exatos dez anos depois do fim da banda, Duda e João Ricardo esbarram-se durante as compras natalinas. Como há muito não se viam, muito tinham para conversar, e desses papos surge a vontade de tocar Rush mais uma vez.
O Rosho em sua segunda fase estreou em junho de 1997, após dois anos de ensaio, no Projeto Encenarte, contando com João Ricardo na bateria, Duda no baixo, Alex Pinheiro nos teclados e Rodrigo Dias na guitarra.


É nessa fase que o Rosho grava sua primeira demo-tape, na garagem da casa do João Ricardo, em 4 canais.
Esse retorno acaba sendo muito promissor, surpreendendo a todos, tanto os integrantes como o próprio público.
Após mais dois shows, Alex tem que sair da banda, em fins de 1997, dando lugar ao Nando Torres, que fica por apenas alguns meses, mas o suficiente para participar do primeiro show do Rosho no Gate´s Pub, um conhecido bar de Brasília, que logo seria palco de muitas outras apresentações do grupo, todas bastante concorridas.

O auge dessa nova fase ocorre no Carnaval de 1998, com Alex de volta aos teclados, quando a banda se apresenta para 4.000 pessoas, no Carnarock, um evento paralelo às comemorações da época que, como o nome diz, privilegia o rock and roll.

Daí para frente, as apresentações vão se sucedendo pela cidade, seja como principal ou participando de eventos com outros grupos.

A primeira apresentação fora de Brasília acontece nesse mesmo ano, quando o Rosho é convidado a tocar em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no Stones Blues Bar, em duas apresentações que causaram furor no público local. Tanto, que a banda é convidada todos os anos para retornar e sacudir o lugar.

Infelizmente, após a viagem, João Ricardo decide deixar a banda mais uma vez. Em seu lugar é convocado Helder Bonfim, músico conhecido da cena musical de Brasília e fanático pelo Rush (como não poderia deixar de ser).
Essa nova formação (Helder, Rodrigo, Duda e Alex) duraria até 2001, com vários shows no currículo, incluindo apresentações em Teresina, no Piauí, alguns retornos a Campo Grande e aquela que seria o auge: um show no Canadá, na Rush Con 2001. O único fato desagradável da ida ao exterior foi que Rodrigo Dias, por motivos pessoais, não pôde fazer a viagem.

Após a apresentação no Canadá, a banda diminui um pouco a quantidade de shows até a saída de Helder, que tem que se mudar da cidade. Para preencher essa vaga é convocado, novamente, João Ricardo.

O ano de 2002 parecia promissor, com a gravação da nova demo-tape (na garagem do João, pra variar) e os shows do Rush no Brasil, marcados para novembro. Porém o ano mostra-se de pouca atividade, e apenas dois shows são feitos.
Para salvar o ano só mesmo o evento mais esperado por todos os integrantes da banda (e por todos os fãs brasileiros): os shows do Rush no Brasil.

Infelizmente, apesar de toda emoção e alegria causadas pelas apresentações, o ano acabou de maneira triste, já que Alex deixara o grupo pouco antes dos shows e, logo após os mesmos, devido a alguns desentendimentos internos, Duda também sai de cena.

Mas a galera não se deu por vencida.

Para 2003, uma nova demo-tape é planejada, já com o novo integrante, André, no baixo e vocais, e a volta aos palcos também é iminente, além do esperado retorno ao Canadá para a Rush Con.
É só esperar pra ver...

(Sancler Ribeiro)